UFOP

Universidade Federal de Ouro Preto

Escola de Medicina

Laboratório Multiusuário de Práticas Simuladas

PRÁTICAS SIMULADAS PARA OTOSCOPIA

MEMBRANA TIMPÂNICA NORMAL

O tímpano apresenta um conjunto de características que o definem no seu estado normal: a cor, a superfície e orientação, brilho, transparência e mobilidade.

A coloração normal da membrana timpânica é semitransparente, translúcida, existindo, portanto, raios luminosos que a atravessam e se vão refletir no promontório, influenciando a sua cor (PAÇO, BRANCO, et al., 2010).

A observação do tímpano pode desencadear um reflexo na sua vascularização, que se traduz por uma vasodilatação. Como consequência, o tímpano surge hiperemiado, podendo assemelhar-se à fase inicial de um processo inflamatório. Nestes casos, as outras características da membrana mantêm-se inalteradas e passado algum tempo este reflexo desaparece, o que não sucede nas otites médias agudas (PAÇO, BRANCO, et al., 2010).

A membrana do tímpano no seu estado normal apresenta uma porção que se destaca pela sua maior luminosidade, denominada cone luminoso ou triângulo luminoso. Esta superfície mais brilhante forma uma área triangular de vértice superior, situado na extremidade inferior do martelo, alargando-se a partir deste ponto até atingir o anel timpânico. Enquanto o cabo do martelo se dirige obliquamente para baixo e para trás, o triângulo luminoso dirige-se para baixo e para a frente (PAÇO, BRANCO, et al., 2010).

A existência e a disposição das várias camadas de fibras do tímpano condicionam o seu grau de transparência aos raios luminosos, o que clinicamente é valorizado na interpretação das otoscopias. O quadrante póstero-superior, onde existe apenas uma camada de fibras (radiárias), tem em regra um grau de transparência superior ao restante da pars tensa. A pars flaccida é a porção mais espessa do tímpano, o que sucede à custa da camada epidérmica, razão da sua falta de transparência (PAÇO, BRANCO, et al., 2010).

A membrana timpânica tem uma mobilidade natural, que pode ser analisada sempre que se efetuem numa otoscopia, as manobras de Valsalva e Toynbee. A manobra de Valsalva provoca uma hiperpressão positiva, que transmitida pela tuba auditiva ao ouvido médio, faz aumentar a pressão intratimpânica e movimenta o tímpano em direção ao observador. Por sua vez, a manobra de Toynbee provoca uma pressão negativa que transmitida ao ouvido médio implica uma depressão do tímpano, em sentido contrário ao da manobra de Valsalva (PAÇO, BRANCO, et al., 2010).

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